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domingo, 26 de maio de 2024
Vermelho e Oliva
sexta-feira, 24 de maio de 2024
Quero mesmo é brincar
AJ Fontes
Mastigo o último pedaço torrado do pão e giro a maçaneta da porta do escritório com a mão lambuzada de manteiga. Ainda bem que ninguém viu.
O vovô me deixa entrar na sala do tesouro, mas aponta o dedo no meu nariz, franze a testa e diz: cuidado!
Um pé depois do outro, passo as mãos na barra da camiseta, cheiro. A manteiga se foi. Olho do chão ao teto. Abro os braços, viro a cabeça para o alto e giro o corpo. Que legal! Livros: vermelhos, verdes, amarelos, pretos iguais meus cabelos; alguns são grossos feito a Bíblia, outros parecem uma folha de papel.
O de capa velha, arranhada. Espicho o corpo, fico na ponta dos pés, mas não alcanço. Deve ter muita coisa legal para ler. Aqueles, lá no alto, você vai ler quando for desse tamanho. Vovô espalma a mão mostrando a altura e ri que nem Papai Noel, balançando a barriga.
Escorrego os dedos nos nomes dos livros e paro em um. Não é tão grosso. Levo à poltrona, sento com ele no colo, inspiro o cheiro bom das páginas, desenho as letras douradas na capa: A batalha dos Guararapes. Aliso uma página de papel grosso, lisinho; depois outra e mais uma.
De repente corro ao lado de um índio lançando uma flecha que zune no espaço; um estouro de arcabuz e um homem no meio da fumaça, vestido de vermelho grita viva ao rei de Portugal e avança com um facão em punho; outro, de chapéu engraçado de metal, cavanhaque ruivo no rosto, trinca os dentes e nossas espadas tinem ao se encontrarem.
Uma mancha azul cintilante atravessa a página de um lado para o outro, para cima e para no ar. É um beija-flor que me encara e zummm... atravessa a janela aberta no meio da livralhada. Se esconde atrás das folhas verdes agitadas pelo vento onde uma brecha deixa passar um raio do sol que brilha cada vez mais forte, entra pelos olhos, toma a cabeça, pescoço, peito; chega na barriga e nas pernas.
Um estalo enche meus ouvidos, os pelos do corpo arrepiam. Flutuo naquela imensidão, sem paredes, chão, teto ou qualquer coisa.
Não ouço o tum-tum do coração no meio do silêncio. Bolhas surgem azuis, amarelas, vermelhas. Crescem, explodem e se misturam e se transformam em verde, laranja, marrom, lilás. Chegam ao branco e fica tudo quieto. Eu também.
Balanço a cabeça, pisco quando percebo os braços sumindo. Meu Deus! Estou morrendo! Ou sumindo! Não vou existir mais. Quero voltar! Mas, voltar de onde?
Socorro, alguém me ajude! Mexo o corpo, não saiu do lugar. Estou escorrendo feito mel! Mas nada acontece. Fecho os olhos, respiro fundo, bem devagar.
O corpo está mais leve... invisível. Apalpo os braços, pernas; a barriga. Sinto, mas vejo só o contorno. Será um sonho? Belisco a bochecha. Aí, dói! O ar passa pelo corpo ou onde ele deve estar. Sou um menino invisível!
Balanço a cabeça novamente. As folhas verdes na janela, as paredes, os livros, a poltrona. Não vejo, mas tenho certeza de que estão no lugar. Estou sentado com o livro no colo, apenas não preciso ver ou tocar, cheirar, ouvir para saber que tudo está aqui.
Coloco o livro invisível na mesinha invisível ao lado e caminho sobre o tapete invisível sob meus pés invisíveis.
Da janela a luz vem de toda parte ou de sóis que não aparecem, feito o conhecimento da história da Terra. Sei tudo até hoje.
Aliás, hoje é o dia 18 de abril de 2975.
Como sei disso? Só sei.
Escolho qualquer assunto e já conheço. Pode ser o Bóson de Higgs, conhecido como a “partícula de Deus” ou as mudanças de nosso corpo biológico iniciado na ameba, passando pelo macaco, o homem inteligente, chegando ao de hoje: “invisível”.
Só a felicidade não aparece na minha cabeça. Quando penso nela, lembro de vovô, dos amigos de brincadeira.
Sento na poltrona, relaxo. Quero voltar. Fecho os olhos e o pensamento vai apagando, apagando...
- Paulinho, cadê você?
Abro os olhos e reconheço os livros, inclusive o que deixei sobre a mesinha ao lado; reconheço a janela e o raio do sol entre as folhas que balançam lá fora. Tudo está no mesmo lugar.
- Vai ou não vai jogar?
Sorrio quando o beija-flor pousa no meu ombro, encosta o bico no meu rosto e voa pela janela.
- Só falta você no time!
Agora, conheço algumas frases dos livros lá do alto, mas uma coisa eu quero muito. Corro até a janela.
- Esperem por mim!
quinta-feira, 3 de agosto de 2023
Haja tempo
Haja
tempo
AJ Fontes
Eita! Enta
não falta, já se foram sessenta equinócios. Desses que deixam marcas na pele, então haja creme
protetor e camisa à prova de UV. Conto mais: as ites; surgem tal magia, do
nada. Uma em especial aflige minha mão esquerda, fosse a direita não estaria
usando a vetusta técnica da escrita à base de caneta e papel.
Voltando à
sestra, uma dor forte me impediu o uso comum do polegar. Essa tal pinça equipa
mãos de primatas desde o macaco, vindo o aprimoramento anatômico surgir no
homem sendo posicionado e alongado da maneira àquela função acontecer e, então,
segurar pedras e ferramentas usadas na produção da lança, e fincá-la na caça; do
machado afiado e cortar árvores; da agulha e juntar fibras, tecidos para
guardar sementes, frutas e carnes. Aliás, passa despercebida a importância da
guarda de tudo adquirido.
Esse dedão, a
cada movimento, fosse mínimo, doía muito. O doutor resolve ou ajuda bastante na
solução utilizando avanços tecnológicos. Viva a tecnologia! Ela aconteceu após
ser possível observar, analisar, imitar e melhorar funções de outras espécies
que partilham conosco da pátria mama. Tocamos também esse corpo acolhedor e
provedor com o intuito de montar coisas utilizáveis, desnudando-o progressivamente. Hoje, olho para o céu, não
para o Altíssimo e sim para a câmara acoplada ao drone pairando acima de tudo e
todos, usando o dedão curado.
É de pensar que vive a cabeça, e de tanto
pensar algumas percebem o jeito de nos arranjar aonde chegamos e imaginam os
arranjos à frente, sejam aqui, em Marte ou em uma estação no espaço.
Acontecerá
uma das tantas fatalidades trombeteadas em livros e filmes? Ou ocorrerá a
recuperação planetária, aí incluindo nossa raça, revelando relações diversas
com os produtos dos conhecimentos abarcados.
Esses
conhecimentos vêm proporcionando, desde antes de antes do meu nascimento, o
necessário para chegar.
Eita! Aos
meus centos.
segunda-feira, 17 de julho de 2023
Amplitude Modulada
Amplitude modulada
AJFontes
O
Sputnik II passeou com Laika no espaço sideral há mais de uma década. O norte
inunda de novidades o lado de baixo do equador. Na Aquarela do Brasil, entre os
altos coqueiros, num canto de chão agrestino, a primeira espinha reflete no
espelho embaçado. No queixo, abaixo do nariz que não para de crescer.
- Não deixe a
toalha no chão!
Arrasto o cheiro
do almoço na travessia do corredor, ao lado da cozinha, cantando chiclete com banana.
Fecho a porta, jogo a toalha na cama. Abro o guarda-roupa, tiro a samba canção
da gaveta, a calça azul-marinho e a camisa volta ao mundo. Apanho o rádio de
pilha no canto, entre a lateral da cama e o colchão.
Sem a presença dos
irmãos, que estudam no período da manhã, faço o dever de casa na mesa da copa,
ouvindo Dalva de Oliveira, interpretada pela ex-cantora do coral da igreja,
minha mãe.
- Está prestando
atenção à lição?
- Eu tô...eu tô.
Volto para o livro, sem entender como ela, de costas, enxerga os cochilos na
mesa.
Tenho um tempo
livre, agora. Atravesso a sala entre os móveis. A cristaleira, fica na parede do
outro lado dos dois quartos. A televisão, em cima da mesinha de canelas finas,
só funciona no fim da tarde. Empurro a cadeira de balanço no chão do terraço e
ouço as canções que você fez pra mim. A nuvenzinha balança no céu azul. No meio
da avenida, as vagens secas penduradas nos galhos dos flamboaiãs chacoalham quando
os carros passam para lá e para cá. Ouço os risos das meninas que voltam do
colégio e ajeito o corpo.
- O almoço está na
mesa!
- Já vou.
Na Capital do
Agreste são precisamente onze horas e quarenta e cinco minutos. A hora certa é um
oferecimento das organizações... Pronto. Ela brilha no meio das outras. A
morena olha na minha direção e ilumina o terraço. Vira o rosto e levanta o
nariz quando esboço um sorriso.
O prato com
feijão, arroz, farofa d’água e carne de molho, preenche o vazio do estômago. O
ponche de laranja ajuda a descer e a fatia de goiabada sara as feridas do
coração. No meio do silencio que toma conta do mundo, após o repouso dos
talheres, sento na cama. A cabeça tomba, os olhos insistem em fechar. Que nem
robô, calço os sapatos, visto a camisa da farda, apanho a bolsa de couro com os
livros. O rádio fica no canto.
A sombra se
esconde embaixo dos pés, na calçada. As engrenagens da cabeça são azeitadas com
as novas histórias e piadas dos colegas encontrados nas esquinas. Não atinamos
quando os paralelos do calçamento se transformam na areia da estrada que nos
leva ao prédio em L, solto no terreno sem muros.
Na sala de paredes
altas, janelões abertos, ecoam os gritos e vozes desafinadas; os assentos das
carteiras estalam ao sentarmos. A professora de português entra depois do toque
da campainha. Dona Celeste, acompanha a turma desde o exame de admissão. Na
segunda aula, Ismael conta histórias antigas e novas. Um dia, não entendi
alguma coisa e questionei. Aproximou com o dedo nos lábios. Hoje em dia a gente
não fala tudo que pensa. As paredes têm ouvidos. Calei. Lembrei da conversa com
os amigos e tentei identificar o dedo-duro.
As conversas,
brigas, o ensaio da banda e o caminho de volta, são os mesmos de ontem. Também
se repetem as brincadeiras dos irmãos entre os canteiros de casa que atravesso
rápido.
Volto a tempo de
ver mamãe se despedir da vizinha, por cima do muro da casa gêmea com a nossa.
Eu encosto no portão. Gosto do chorinho que ouço no rádio. Passam as pastas,
bolsas e o pacote de pão, na mão desse pedacinho do céu. O vestido florido
esconde só um pouquinho das coxas e o decote descobre o colo do peito. Olha pelo
canto do olho, morde o lábio inferior para esconder o sorriso quando passa. As
ancas ondulam. Eita! As flores coloridas encontram o linho branco das calças de
papai.
Dou meia-volta, afundo
no sofá e grudo os olhos na televisão.
- Benção papai?
- Deus te abençoe.
As propagandas,
nos intervalos de Nacional Kid, hipnotizam. Acordo com o cheiro da sopa e a
família corta o pão, passa a manteiga e sorve a primeira colherada. As
histórias do dia alcançam o último gole de café.
Diferente da hora
do almoço, meu corpo não para.
- Mamãe, vou passear na calçada.
- Volte às nove.
- Dez.
- Nove horas. Nem
um minuto a mais.
Poucos ousam incomodar
a avenida. No prédio cinza da Rádio Difusora, luzes salpicam os jardins. Atravesso
o portão e leio o anuncio da peça A feira de Caruaru, no cartaz ao lado da
entrada do teatro.
O homem que se
aproxima passa todos os dias em frente de casa.
- Tudo bem? Gosta
de teatro?
Aceno que sim, com
a cabeça.
- Vital! Vamos
começar.
Ele entra, olha
para trás.
- Vem. Assiste ao
ensaio.
Entro em uma fila
e sento no meio do mar de cadeiras, ouvindo as mulheres cantando. Um homem,
parado ao lado. Não, não, não! Vital levanta de uma fila mais adiante, sobe no
palco, fala com as mulheres, volta. Elas cantam novamente. Isso, isso! Vital
aplaude. Eles repetem mais uma vez, e outra. A cara marcada, do homem no palco
lembra o matuto que vi ontem na rua perto da feira. Desceu do Jeep Willys,
pagou o frete, baixou o garajau da capota, ajudado pela filha, alvinha, olhos
verdes. Ficaram um tempo parados na frente da loja, vendo o LP girar na
radiola. Será que ele conseguia ler o nome da marca Abc canarinho, no cartaz?
Talvez, de ouvir, conhecesse a música: A volta do boêmio.
Com as mãos no
bolso, ando pela calçada. Cansei de ouvir o pessoal repetir. Para eles é
trabalho.
- Boa noite, moço.
Magro, alto, capote
dobrado no ombro, cassetete pendurado no punho. A camisa branca deixa à mostra
o cabo da peixeira. Talvez esconda um revólver. Quieto nas sombras, observa os
movimentos. Conhece as trabalhadoras das casas, nos quarteirões próximos,
conquistadas com a fala mansa, cabeleira cheia, preta igual ao bigode bem
aparado. Faz-se meu amigo, talvez pela satisfação em substituir o tio que ensina
os sobrinhos apressados em crescer. Então, ele conta as melhores piadas, os
detalhes dos namoros que aproveito nas orgias solitárias e as notícias das
moças.
Tem uma que vive
perguntando por você. Sei quem é. Também sei que uns caras levaram dedada do
enfermeiro Heleno e dizem que pegaram a doença com ela. Calma rapaz, eu mesmo
verifiquei. Tá tudo certo. Aparece o anel de prata escurecida no dedo, quando ele
tira o palito de fósforo do canto da boca. Falando na diaba, lá vem.
No escuro embaixo
da algaroba, a silhueta parada. O apito estridente se afasta, eu calo os medos
que aceleram o coração e desço a ladeira da rua. Vejo os peitos, pelo decote do
vestido justo. Ela avança e a luz mostra o dente de ouro na boca arrodeada de
carmim, as rugas nos cantos dos olhos. O cheiro do Alma de Flores me envolve.
- Eu gosto de ver
você sentado no terraço da sua casa, ouvindo o radinho de pilha.
Talvez o perfume
ou o risco dos bicos dos peitos em mim, a razão da tontura e mudez.
- Nunca teve uma
mulher, né? Vem cá.
Lado a lado na
calçada, vemos as estrelas assumindo o direito de mostrar o caminho entre as
moitas até a pequena clareira. Os grilos calam.
Sinto a respiração
no rosto. Os lábios roçam no pescoço, arrepio. O peito magro aparece a cada
botão aberto. A mão desliza e me encontra viril. O corpo se entrega e a cabeça
se espalha nas estrelas.
A cantiga do
inseto me traz de volta ao chão pedregoso. Que horas são?
Os dias feitos de
minutos que se arrastam me trazem ao espelho embaçado, passando a mão nos pelos
do queixo. Tá na hora. Aperto o cabo rosqueado na outra parte com a gilete. Espremo
o creme no pincel e esfrego. Demora, mas aparece espuma no rosto. Tudo do jeito
que vi. Na mesa, faço de conta que não reparo papai colocar a xícara no pires,
olhar meu rosto e sorrir.
As estrelas
aproveitam a ausência da lua e brilham. Luzes coloridas piscam na parede do
terraço, refletindo às lâmpadas da árvore montada na sala, junto aos outros
enfeites. Balanço a cadeira e, feito trailer de filme, o ano passa no teto do
terraço. Quem é o tal dedu-duro? O rei sabe das coisas: O tempo apagou a paixão
pela morena. Essa época só dá ele no rádio, mas foi no São João que olhei pro
céu e encontrei o amor. Era linda! Mas em agosto ou setembro, a gente acabou. Acho
que tive outra namorada, não lembro. Somente uma mulher não sai da cabeça.
terça-feira, 4 de julho de 2023
Retorno
AJ
Fontes
Olá.
Dias passaram, não iguais ao porvir, tão pouco entre si. Foram-se
afazeres, lugares, amigos. Aproximaram-se outras situações, boas ou não. Cada
uma ocupando os instantes que lhes cabia; diga-se: transformações ocorreram trazendo
saudades, medos, anseios.
Uma vontade veio longe no tempo e se manteve guardada nos pensamentos de
caminhar estradas distantes, ver paisagens diferentes, distantes. Sem a
pretensão de buscar qualquer coisa e apenas me embevecer com o caminho.
Desmanchei pensamentos acomodados tal a mesa na sala ou a cama no quarto
da minha morada que não demorou, cada qual, arrumar outro canto que lhe coubesse.
Sobraram os livros e documentos guardados em local sabido e seguro.
Num ponto do caminho encontrei certos Olhos Claros, passando a encontrá-los
dias sim e outros também, enxergando novas trilhas à quatro olhos, mas as
paisagens, aquelas diferentes, distantes, não deixaram de preencher os
pensamentos. Em seguida buscaria um lugar sossegado, não longe que impedisse
visitas aos amigos, irmãos, nem tão perto a me impregnar dos vícios da cidade
grande.
Antes de voar nas asas da TAP,
busquei um cantinho na fria Serra da Russa, acompanhado dos Olhos Claros, certo
de experimentar a quietude.
Nesse meio tempo todos precisamos nos recolher e decidimos permanecer no
interior por oferecer ares saudáveis.
Dizer que foi de súbito ou sorrateiro, não sei. Verdade é que se
implantou momentos de medo, dor nos dias que se alongaram em meses, anos e me
fez reavaliar a ordem do planejado. Acomodamos nossas vidas em uma pequena casa
e lá nos ajudamos na aprendizagem de uma maneira de viver diferente de até
então.
Das novas vivências, o convívio com um tal Freud, o gato e a negra
cadela, Amora nos trouxe alegria, além da chegada de mais um neto. Vieram meio
aos tijolos, cimento e telhas da futura vivenda se instalando no pequeno sítio
escolhido para guarida.
Chegamos, então, ao depois da mistura de emoções providenciada pela vida,
com a promessa de modificações nos arranjos sociais, nos empregos, equipamentos
tecnológicos capazes de oferecer mais conforto, bem-estar, segurança. Minha
esperança é que não esqueçamos de nos aproximarmos uns aos outros. Abraços,
conversas, risos são bem-vindos.
Escrevo do escritório da casa no sítio no retorno a este espaço criado
para expor histórias passadas ou inventadas, desejoso por conversar e provocar
risos.
Abraços todos os leitores, amigos.
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Deixa estar
Livro de contos: Mantas e Lençóis
Faz algum tempo que não publico textos nesse espaço. A razão é o livro que estarei lançando no próximo mês de novembro. Tomou tempo e esforço, além do novo caminho que a vida me apresenta: Aposentadoria. O novo ciclo tem seu jeito diferente de mostrar os dias. Não que seja enfadonho, ao contrário, as horas se encurtam ao lidar com as atividades que se apresentam. Mas, eis-me aqui.
Na sequência apresento um texto recente.
Abraço a todos.